quarta-feira, maio 10, 2006


Sinto-te como uma leve brisa junto ao mar...
Sinto-te como o sol de verão a queimar a pele...
Sinto-te como uma onde gelada no corpo...
Sinto-te como o cheiro de um bouquet de flores...
Sinto-te como pela primeira vez que te senti...
Sinto-te como roupa de lycra colada ao corpo...
Sinto-te como uma aragem quente no deserto...
Sinto-te como uma tempestade em dia de sol...
Sinto-te como uma noite amena de luz cheia...
Sinto-te como quente em dia de inverno...
Sinto-te ...tanto...
E quero sentir-te ...
Sempre junto de mim...

terça-feira, maio 09, 2006

Flores Negras em Forma de Rosas!


Finalmente o nosso livro foi editado!

Brevemente postarei a data e local de lançamento.
Contamos com a vossa presença!
Se algum de vocês estiver interessado em adquirir um mandem-nos um mail para entrarmos em contacto.
Aqui fica um dos poemas:

Murcha
Murcha o tempo
Murcha a flor
Murcha a chuva
E o amor
Tudo murcha
Tudo cresce
Tudo se alastra
Tudo se esquece
Murcha a vida
De uma flor
De uma árvore
Do amor
Cresce a vida
Cresce a flor
Cresce a árvore
E o amor
Tudo murcha
Tudo cresce
Tudo morre
Tudo esquece
Tudo nasce
Sobrevive
Cresce, murcha
Murcha e vive


Ficamos à espera das vossas encomendas :)

sábado, maio 06, 2006


Procuro dentro de mim
Uma maneira de fugir à dor
Castrante que me impede
De sair, de partir...
Procuro algo na multidão
Que me cerca, rodeia
Sinto-me tão presa...
A uma espécie de teia
Uma aranha gigante
Cerca a saída
E eu estou realmente...
Perdida...na vida
Estou na escuridão
Remeto-me à solidão
E penso no amanhã
Se será desilusão...
Do que me rodeia
Não resta nada de bom
Quero apenas partir
Para muito longe
E no ir e no vir
Algo de bom há-de surgir...
O amanhã poderá ter
Um final diferente
Uma estória de gente
Preocupada, decente...
O que está para vir
Não posso prevêr
Deixo-me estar
Apenas a escrever
Coisas sem sentido
Que tenho na cabeça
Não interessa se interessam
A alguém ou até a mim
Passo apenas aqui
O que tenho dentro
Ou fora... assim...
Há-de haver quem ignora
Outrora, passado presente
Do inconsciente da mente
Poderá ser inocente?
Demente...
Quem sente o que sente...
Com certeza ...que é crente
Em algo na vida
Na entrada ou na saída

Na ida ou na partida
No começo ou no fim
De toda uma vida
De labirintos cruzados
Sem qualquer saída
De portas trancadas
Janelas fechadas...

Queria poder dizer-te as coisas que passei
Poder ser diferente e dizer que não te amei
Queria poder contar-te sonhos
Ilusões de amor, coisas esfumaçadas
À custa de muita dôr...
Queria poder dizer-te
Que não gostei das nossas noites de amor
Que detestei todos os presentes que me deste
Que odiei as loucuras feitas aqui ou ali
Que nunca gostei de te ter dentro de mim
Sim, dentro de mim...
Foste como uma droga
À qual me agarrei e acreditei
Ser capaz de largar a qualquer momento
Mas isso era apenas ilusão da minha mente
Sim, dentro de mim...
Na minha cabeça não havia lugar para mais nada
Só tu a preenchias, com ilusões
Muitas fantasias e decepções
Sim, dentro de mim...
Sempre que nos abraçávamos
Sempre que te sentia dentro de mim
E acabávamos por fazer as pazes
Ou não...
Sim, dentro de mim...
Durante anos sofri
Calada, impaciente, deprimida
Acreditava que te mudaria
Mas esse dia (sei-o hoje) jamais chegaria
Sim, dentro de mim
Porque me consumias o sangue
Bebias do meu choro
Comias da minha carne
E largavas-me...sozinha
Queria tanto tanta coisa...
Mas hoje não quero nada
Quero ficar assim....calada

Felicidade


Procuro-te na imensidão da noite
Sinto que estás perto mas não te vejo
Anseio que o dia amanheça e te possa encontrar
Mas a luz do sol pode não me deixar...
Sei que bateste à minha porta tantas vezes
Mas não te deixei entrar..
Agora procuro-te por todo o lado...
Onde estás???
Diz-me onde te escondes,
Dá-me um sinal...
Procuro-te no mar revolto, na areia fria
Procuro-te todos os dias, em cada esquina...
Procuro-te na rua, na cidade
Mas tu não apareces...
Existirás de verdade?
Queria tanto saber que ainda te posso ter
Que ainda há a esperança de te encontrar
Deixa-me agarrar-te com toda a minha força
Não te deixarei mais ir embora...
Dá-me mais uma oportunidade,
Deixa-me ter-te...
Onde estás?
Deixa-me encontrar-te...

sexta-feira, maio 05, 2006


Cabelo seboso
Pele ressequida
Unhas pintadas
Contam uma vida
O que aconteceu
Ninguém vai saber
Pois esta figura
Quer-se esconder
Inventa estórias
E faz teatro
Esta figura fraca
Tipo carrapato
Deixa-se pisar
Sempre que precisa
Não joga bem
Se está na defensiva
Muitos a procuram
Ao cair dos dias
Para nada sentir
Inventa fantasias
Imagina-se outra
Num corpo diferente
Mais bonita e limpa
Com outra mente
Estradas nocturnas
Campos vazios
Já viu colegas
A boiar em rios
Todos os dias
Pensa em mudar
Mas não consegue...
Deixa-se ficar

quinta-feira, maio 04, 2006


Flutuo...
Num mar imenso de amor
Espero...
Que venhas acalmar a minha dôr
Não posso...
Sair daqui sem ti
Vou ficando...
A flutuar por aqui
Eu vou fingir...Acreditar
Que me virás buscar
Num barco...
Coberto de pétalas de rosa
Não sei..
Se vou aguentar por muito mais tempo
Mas quero...
Agarrar-me às ondas do amor
E deixar-me ir
Sem forças, sem dôr
Olho...
O céu cheio de pássaros
E sinto...
Vontade de voar também
Mas não posso...
As asas foram quebradas
Apenas flutuo...

quarta-feira, maio 03, 2006

Para ti Paula


Queria poder estar estar aí...pertinho. Poder abraçar-te, olhar-te nos olhos e ver-te sorrir...Queria poder dizer-te que és linda, adorável...Uma grande amiga. Mas não posso...sinto-me atada de pés e mãos...E tu? Aí...tão longe...Queria acordar bem cedo, agarrar em ti e levar-te a vêr o sol...fazer-te sentir a água do mar...tão fria e relaxante...Poder estar contigo e fazermos coisas que fazíamos à anos (muitos) atrás...Rirmos, rirmos muito até as lágrimas verterem dos nossos olhos...Apanharmos um comboio e ir quem sabe, até ao...Burralhal...Passarmos no túnel da Torre e rirmos novamente...Recordar-mos os momentos passados e ter saudades do que vivemos juntas... Das ondas a rebentar e sermos levadas até à beira mar...Queria tanto e posso tão pouco...Está para breve...Vamos conseguir estar juntas novamente...Acho que sim, não há-de demorar...Todos os dias o sol nasce... e a lua...esperará por nós...
Amoro-te!!!

terça-feira, maio 02, 2006


Sinto o chão a fugir a cada passo que dou
Não sei para onde ir, nem sei onde estou
Sinto-me numa encruzilhada, num bêco sem saída
Estou triste, desamparada, sinto-me a perder a vida
A água que corre bem longe, consigo ouvi-la a cair
Deixa-me a garganta seca...quero fugir...
Mas não consigo lá chegar..
Estou há horas prostrada no chão,
Já nem tenho forças, perdi a razão...
Estou perdida, sem eira nem beira
Não vejo ninguém vivo...
Apenas resquícios de vidas
Cabeças a rolar e aves roliças...
Eu tento mas não consigo
Vou-me arrastando...
A vêr se escapo com vida...
Mas é impossível
Não vou conseguir
Nem amor já tenho
Para daqui fugir
E deixo-me ficar
Os olhos vão-se fechando
Vou perdendo os sentidos
E vou-me ficando....

Estou só amor,
Estou perdida, abandonada...
Esqueceste-te de mim?
Da minha existência?
O ontem foi tão bom...não foi?
O que esperas para vir?
Anda, vem, fica junto de mim...Dentro, fora, ao lado, aqui...Vem contar-me estórias de amor, paixões, anda...
dá-me a mão...Fica assim, por perto...Olha para mim, vê-me como eu te vejo...Vem brincar...estou aqui...
Agarra-me a mão, sente o meu corpo...
Vem, caminha comigo...junto a mim...
Vem vêr o arco iris, a chuva, o sol....
Fica assim, quieto...Anda, não me deixes aqui sozinha, abandonada....Estou triste, só....Anda...
Vem dar-me um abraço, um alento...Fala, diz-me o que queres que eu faça...Diz...Eu faço. Estou só, tão longe....
Anda, vem fazer-me feliz com as tuas palavras, teus gestos, teu amor...Anda...dá-me a mão, o corpo, a explosão...Quero que venhas sentir-me...feliz...
Anda, agora...estou à tua espera...

Estava um dia de muito calor. Ele, como sempre estava apenas de calções. Andava por ali assim. Tinha um corpo espectacular. E eu...passava a vida a olhar para ele. Tudo bem, era um bom bocado mais velho, mas e daí? Tinha um corpo espectacular! E não tinha mal nenhum eu olhar... A Rita, chegou-se à beira da piscina e num tom de brincadeira, perguntou-me se estava apaixonada pelo irmão dela. Tás parva? disse-lhe em tom chateado. Era óbvio que não estava. Mas, gostava de apreciar o seu peito moreno...a sua bundinha...
Levantei-me da beira da piscina, e qual não foi o meu espanto, quando ele me pegou ao colo e atirou-me para dentro de água! Fiquei fula, mas não fui capaz de protestar. "Não sejas maricas, pita!" Pita? Ele tinha dito: pita? Fiquei furiosa, saí da piscina e quase que explodi. Mas não...consegui conter-me e dar-lhe um sorriso. Ele ria feito parvo. Passados uns dias, voltei a casa da Rita. Ao fim de umas horas deitada ao sol, fui à cozinha buscar água. Ele estava lá...
Entre um olá tudo bem, perguntou-me se queria ir até ao quarto dele. Para quê? perguntei com um ar muito inocente. Tenho algo para te mostrar...disse ele em tom de gozo. Fiquei super excitada....Disse-lhe que não, que a irmã dele estava à espera da água.
Ela que espere...vens? Senti-me tentada. Senti os seus dedos a tocarem-me nas costas, no fecho do biquini...Acedi. Quando estávamos a subir as escadas, tocou-me novamente. Estás queimadinha! Não fazes top less? perguntou. Respondi-lhe apenas com um simples não.
Queres vêr uma coisa? perguntou. Eu, cheia de excitação, disse que sim...já estava a imaginar o filme todo. Se queres vêr, tens de tocar primeiro. Ui!!!Ele estava a deixar-me com os nervos em franja. E toco! respondi. Ai tocas? E não vais ter medo? Claro que não tenho medo! Mostra lá...
Calma....disse-me ele. Tem calma...Não podes fazer barulho, ok? Respondi que sim, que não faria barulho. Já estava a imaginá-lo todo nuinho...ai...
Espera um pouco...não entres.
Fiquei à espera à porta, e enquanto ele não a abri-a, imaginei mil e uma coisas....Estava a delirar...Mas não podia ceder, teria de deixá-lo em ponto de rebuçado, para depois me cortar a fazer fosse o que fosse. Ele iria vêr quem era a "pita!".
Podes entrar...vem. E fui.
Abri a porta, e ele perguntou-me se queria tocar na cobra. Ui! Já não sabia se deveria de ceder ou não... Durante breves segundos fiquei indecisa, mas disse que sim. Que se lixasse a vingança! Então, se queres tocar na cobra, deita-te aqui. Deitei-me. Ele estava com o seu belo tronco debruçado sobre mim...e eu...estava mais que excitada.
Tens a certeza que não tens medo? Não!respondi já quase a explodir.
Fecha os olhos. Já fechaste? respondi que sim.
Foi aí que aquele cabrão, me pôs uma cobra, mas uma cobra mesmo, na mão! Fiquei em pânico. Fartei-me de gritar! Corri apavorada pelas escadas abaixo, peguei nas minhas coisas e bazei!
E a partir desse dia, nunca mais fui a casa da Rita.
Foi uma pena...deixar de vêr aquele corpinho...Paciência!
Queria poder dilacerar
Os nós que me prendem aqui
Não posso imaginar-me
Estar mais tempo assim
Queria poder fugir
E ninguém me encontrar
Ficar num Mundo só meu
Onde ninguém podia entrar
Queria poder dizer
Deitar para fora o que sinto
Poder falar sem parar
Pois sabes que eu não minto
Queria poder saber
Que não levarias a mal
Tudo o que te dissesse
Assim..tal e qual
Queria tanta coisa
Que nem sei o quero
Mas quem sabe um dia
Encontrarei o que quero
Paz...muita paz
Espero encontrar
Um dia quem sabe...
E aí poderei parar
Parar de pensar.....

sexta-feira, abril 28, 2006

Iamos de carro, já nem me lembro para aonde. A dor de cabeça era tanta, que as luzes dos faróis dos outros carros, levavam-me a fechar os olhos. Ele estava cheio de sono...e eu preocupada...estava com medo que ele adormecesse ao volante. Tás bem? perguntei-lhe vezes sem conta. E ele, acenava com a cabeça afirmativamente. Fala! Porra! Fala! E dizia que sim...mas com uns olhos...parecia que as órbitas iam saltar fora. Doía-me muito cabeça. Muito, mesmo! A estrada parecia não acabar. Parecia que estávamos a ir para lado nenhum (belo nome).... Apanhei o cabelo, estava calor...Ele continuava meio acordado, meio a dormir. A buzina de um camião fez-me abrir os olhos. Porra! Trazia os máximos ligados. Tás bem? Voltei a perguntar-lhe. Disse-me que sim. Sugeri-lhe parar, para apanhar ar. Respondeu-me que não, queria chegar depressa ao destino. Calei-me. Também estava farta, e queria era tomar um banho e relaxar...
Olhei para ele, tinha fechado os olhos por momentos. Fiquei chateada e pedi-lhe que parásse. Disse-me novamente que não. Foi aí que me lembrei de algo que poderia mantê-lo acordado...
Passei-lhe as mãos nas pernas suavemente. Os olhos arregalaram-se logo...Continuei, vi que ele estava a "despertar". Gostas? Disse-me que sim que não parásse. Abri-lhe o fecho das calças...sorriu. Continua..disse em tom provocatório. Estás mais desperto?Perguntei-lhe. Disse-me que sim com um sorriso de orelha a orelha. Foi aí que decidi que para mantê-lo desperto o resto da viagem, teria de tomar uma medida drástica. Puxei o braço atrás e zás! Dei-lhe duas bofetadas. A reacção dele não foi a melhor. Mas até chegar ao destino, não adormeceu...passou o resto da viagem a descompôr-me. Foi engraçado!

quarta-feira, abril 26, 2006

Imaginação


Deitei-me no chão
E pus-me a pensar
Se estivesses ali
Onde iríamos parar
Imaginei-te cego
Sem olhos para ver
Onde eu poria as minhas mãos
Que te iriam dar prazer
Estarias surdo
Sem poder ouvir
Os barulhos que eu faria
Quando te estivesse a sentir
Falar, não falarias
Pois, estarias mudo
Da tua boca não ecoaria
Nenhum som, nenhum agudo
Tuas mãos estariam presas
Sem poderem me agarrar
Estariam bem amarradas
Para te poder massacrar
E no fim deste momento
De toda esta imaginação
Dar-te-ia os sentidos
E explodiríamos no chão

Na ida, na vinda, no sonho ou na realidade, algo me diz que vivo da saudade...
Saudade dos tempos em que brincava, ao elástico, à macaca, à apanhada...
Tempos passados, vividos em rebeldia, sonhos de criança por realizar um dia...
Imaginando que ao crescer tudo melhoraria, queria ser grande e tudo mudaria
Mas isso era apenas uma utopia, cresci, não melhorei...apenas mudei
Apesar da mudança, ainda penso muitas vezes naquilo que fui
Só não quero pensar naquilo que serei...
Sou o que sou hoje, não sou o que fui ontem
Há sempre algo que fica daquilo que fomos outrora...
E é esse pouco que fica, que nos leva a lembrar
Que tudo o que quisemos um dia
Não conseguimos concretizar...
Há sempre algo que fica, não conseguimos agarrar
Por muito que tentemos nunca iremos apanhar...
Às vezes esqueço-me de como é bom ser criança
Correr, saltar, pular, ser livre, em nada pensar...
Às vezes quero ser mais criança
Mas os adultos não me deixam...

Ai..


Hoje, estou em dia não...
Apetece-me escrever, mas não sai nada de jeito....
Estou preocupada com a Paula. Sei que a operação correu bem, mas o simples facto de não puder estar ao pé dela, sabendo que está sozinha (tem os filhos, ok), deixa-me triste...
Eu, também não ando muito bem...tal como a Paula, também ando a tratar de coisas que há muito tempo já deveriam ter sido tratadas, mas há sempre um dia, né? Antes tarde que nunca.
Sinto-me vazia....não sei porquê, mas sinto-me...
Problemas e mais problemas....Quem não os tem, né?
Apetecia-me "agarrar" em mim e desaparecer para um sítio em que ninguém me encontrasse. Será possivel? Penso que não...Mas gostava...
Acho que quando chegar a casa vou meditar. Alguém me disse que faz bem à alma, e realmente faz. Pode ser que a minha alma se afaste para longe da realidade, nem que seja por breves instantes....

sábado, abril 22, 2006



Depois de ter visitado o blog do blackdragon, e o da Paula, não posso deixar de escrever também umas palavras sobre aqueles que para mim são importantes. Claro que, não vou falar da tia, do tio, ou do avô...Mas sim, de pessoas que diariamente me marcam de uma ou outra maneira.
Pessoas que estão na minha vida, e que apesar de estarem de longe, todos os dias estão comigo.
Os meus filhos: O mais importante da minha vida. Não há palavras para explicar o quanto significam para mim, mas são com toda a certeza, o melhor e mais importante que tenho!!! Dão-me muitas dores de cabeça, mas também muitas alegrias! AMO-OS MUITO!!!
O meu marido:Companheiro, amigo, colega, confidente. Tudo o que podia desejar! No entanto, um bocadinho "despistado". Mas amo-o de paixão!!!
A Paula: Já me deu muito na "cabecinha" (e eu a ela). Sempre presente (apesar de estar muito longe), a dar-me forças. Uma pessoa muito especial que espero em breve reencontrar para podermos passar horas a relembrar as nossas aventuras ao longo deste 15 anos! Super Especial!
O Cândido: Amigo, colega, bombeiro, homem dos setes oficios. Da boca dele nunca sai um não. Já são seis anos a aturar-nos um ao outro...Amigalhaço!
O Alex: Amigo, colega, artista (da rádio e da revista). Não expressa muito os seus sentimentos, mas sei que gosta de mim...Conselheiro, bom ouvinte, é bom tê-lo por perto. Temos algumas "discussões", mas acaba sempre tudo bem...Ainda não cheguei a perceber se sou eu que sou muito chata, ou se é ele que é muito despistado...Mas não interessa! Amigalhaço!
A Marta: Sobrinha, amiga, confidente. No entanto, apesar de estar perto...está longe. Mostrou que quando se luta muito consegue-se o que se quer. Há que sermos humildes! Adoro-a pela força de vontade e capacidade de luta que tem. Super especial!

Claro que muitas outras pessoas importantes. Mas estas não podia deixar de mencionar. A todas as outras um grande Beijo!!!!

Chuva


Toca o despertador, ensonada desligo-o. Levanto-me, calço os chinelos e puxo a persiana. Tá a chover...Que merda! Logo hoje! E agora? Tinha pensado ir até à serra, apanhar ar, namorar um bocado! Que merda! A campainha toca...é ele. Já chegou, e eu nem sequer estou vestida! Espera um pouco, digo-lhe com calma. Visto o robe, dirijo-me à porta. Ele entra. Dá-me um beijo de bons dias, mas noto que não está bem. Peço-lhe para esperar enquanto me visto. Falamos do tempo, do que iremos fazer. Volto para a sala já vestida. Ele continua estranho. Pergunto-lhe o que se passa, ele foge à questão. Sirvo-lhe um café feito à pressa e abraço-o. O abraço dele é diferente. Sentamo-nos e insisto para que me diga o que se passa. A muito custo diz-me que tem uma má noticia para me dar. Quero saber o que é, ele rodeia e rodeia...Acaba por me dizer que a ex-namorada está grávida...dele! Meto-o porta fora! Choro durante horas...
Tá de chuva...ainda não parou...Que merda!!!

quarta-feira, abril 19, 2006

Partida

Vou-me retirar
Deixar o pano cair
Acabou a peça
Tenho de partir
Vão comigo na alma
Os actos, as pessoas
Desta peça de teatro
Coisas más e coisas boas
O pano volta a subir
Eu agradeço com calma
Sinto-me assim, a perder a alma
Ouço as pessoas
E estão a aplaudir
Tenho vontade de chorar
Mas para elas tenho de rir
Elas não percebem
Estão em euforia
Retiro-me com calma
E tamanha alegria
Volto costas ao palco
Já não ouço ninguém
Parto descansada
Vou para o além

Dino



Quem é que não ouviu falar da tragédia que aconteceu no passado domingo, dia de Páscoa?
Pois é...o "nosso" Dino encontrou a morte ao volante do seu carro. Posso dizer-vos que fiquei em choque...tão novinho (22 anos). Não será preciso dizer, que esta tragédia afectou os meus filhos...eles são fãs dos Morangos!!! E era a minha personagem preferida!!!Fiquei preocupada com o facto de o meu filho mais velho parecer-se tanto com o Dino: vive a 200 à hora! Leva tudo na boa, mas sempre a 200! É um pintas, tal como o Dino era. Isso realmente preocupa-me...Fico a pensar no futuro, e se algum dia teremos um desgosto parecido...Deus queira que não!
O que é certo, é que morrem milhares de jovens nas nossas estradas. Claro, que não damos conta desses milhares, até porque, são "anónimos"! Pode ser que esta tragédia, até venha a ter algum sentido positivo: que todos os jovens ponham os olhos no que lhes pode acontecer ao andarem a "200 à hora"! À familia do Dino, os meus pêsames, e ele que descanse em paz!!
Peço desculpa a quem achar isto uma grande lamechiche, mas eu não podia deixar de escrever estas linhas sobre algo que me sensibilizou tanto!
Paz!