terça-feira, junho 27, 2006

NOVA REMESSA


Caros Amigos,

Chegou uma nova "remessa" do Livro "Flores Negras em Forma de Rosas".
Quem estiver interessado em adquirir este livro (excelente :) ) pode enviar-me um e-mail para
didosfarm@sapo.pt ou deixar um comentário no blog que eu depois entro em contacto.

Fico à espera das vossas encomendas ;)

Sofyatzi

quinta-feira, junho 22, 2006

Corres em mim como se
Meu sangue fosses
Percorres todo o meu corpo como se
Existisses dentro de mim
Sinto-te sempre...Não sei explicar...
É como se fosses um bicho, alguma espécie de
Sanguessuga que me deixa meio morta
Tipo desfalecida... nessas alturas em que me dou...
Toco-te..não pareces real...é como se fosses
Algo inatingível que a qualquer momento
Se vai esfumaçar e desaparecer...
Cheiro-te...como se fosses o ar da praia
Em dia cinzento com a maré revolta...
Como se de um dia de sol te tratasses...
Olho-te...como se olha uma peça de arte
Fotografo-te mentalmente e fecho os olhos...
Consigo visualizar-te...quase que estás presente
Como que uma projecção inacabada...
De um amor que só acontece às vezes...
Estás em mim...na minha pele
Entranhado... como se fizesses parte
Do meu próprio cheiro...como se
Me pertencesses para sempre
Ou como se eu não fosse eu
Não sei explicar o que sinto...
Sinto coisas a mais...se calhar
Fruto da minha imaginação
Que se deixa levar...
Tenho raiva, muita raiva
De te querer quando não estás
De te sentir quando já foste...
E sinto-te...tanto...
Mais naqueles dias em que estou
Perturbada por falta de algo que
Me aconchegue...que me faça
Passar a tristeza...E sentir-me amada...
Tanto... Sinto-te...tão longe
Sempre longe demais...

terça-feira, junho 20, 2006


Com o excesso de trabalho com que andamos, decidimos, visto na quinta feira passada ter sido feriado, mandar os
nossos filhotes
para os avós. O mais novo (5 anos) foi para casa da avó materna, e o mais velho (9 anos) foi com os avós paternos passar o fim de semana prolongado ao algarve.
Conversa ao telefone:

Eu: Tens muitas saudades da mãe e do pai, amor?
Filhote mais novo - Mãe, estou cheio de saudades. Amo-te a ti ao pai e ao mano a 1000%!
Eu: Já falta pouco meu amor.
Filhote mais novo: Mas vem depressa mãe, tenho muitas saudades!

Eu: Então meu amor? Já estás cheio de saudades nossas, não?
Filhote mais velho: Não. Estou na praia.
Eu: E o tempo está bom? Aqui está de chuva!
Filhote mais velho: Aqui está sol. E é só gajas boas!

Pois é meus amigos...há alturas em que fico sem palavras.... ;)
É no teu olhar que me perco..
Nos teus olhos...
Os teus gestos, que tão bem conheço desarmam-me...
Por vezes quero gritar..mas não consigo..
Perco-me assim, durante a horas
A visualizar o teu andar
O teu sorriso...
Que não me deixa zangar ...
Começas logo a rir e por vezes dá-me vontade de te bater...
O teu falar...
Não sei..acho que nunca
Me vou deixar de enamorar por ti
Não te tiro do meu pensamento
Nem por um minuto...
É nos teus braços que me afundo
Sinto-me segura...sem medo de nada
É na tua boca que me delicio
Que sinto o sabor do mel...
Esse extraído do amor que fazemos
Adoro-te...acho que já te adorava
Mesmo antes de te conhecer
Sempre te imaginei...sempre sonhei
Encontrar-te numa esquina
No autocarro, no supermercado
Aconteceu...não sei como..mas aconteceu
Foi naquela noite, em que já tinha bebido um pouco mais
De café...daquele que não prestava...foi giro..
Rímos muito...e falámos durante horas...
Recordo agora com saudade esse verão...
Recordo cada momento, cada conversa...
O primeiro beijo que demos...
A nossa primeira noite...
A chuvada que apanhámos na mata...
Saudades...muitas...tenho muitas..
Mas não te perdi...
Apesar de todas as discussões que já tivémos...
Ainda aqui estás!
Eu ainda aqui estou!
Sempre! És o meu porto seguro.
Obrigado por existires.
Amo-te!

sexta-feira, junho 16, 2006


Encontrei-te
No meu sonho estavas assim..
Perdido, desorientado..
Olhaste-me nos olhos e senti
O quanto me querias...outra vez
Desviei o olhar e deixei-me ficar
Onde estava não interessa
Tu também lá estavas
E querias-me tanto...
Aproximaste-te e senti
Que estavas nervoso
Sem plavras, meio mudo
Meio deslumbrado com tudo
O que poderia vir a acontecer
Falei-te baixinho e disse-te
“Tenho saudades tuas...”
Sorriste...e no no teu sorrir
Notei que tu também tinhas
Saudades de estar comigo...outra vez
Pegaste-me na mão e deste-lhe um beijo
Quente e húmido...como era costume dares
Sorri e disse-te ao ouvido “Aonde?”
Respondeste que não poderia ser
Que tinhas de partir
Que estavam à tua espera
“Mas e nós?” perguntei-te
“Teremos de esperar...outro dia...noutro lugar”...disseste
Pensei que não poderia ser
Teria de ter-te naquele momento
Tinha tantas saudades...
Ohei para todos os lados
Não vi ninguém, nenhum barulho
Disse-te “E se for aqui?”
Chamaste-me louca, que estava doida
Mas sorriste..
Com aquele sorriso que tão bem conheço
Olhaste também à volta...já estava escuro..
Sentaste-te a meu lado e disses-te
“Não era má ideia...”
E asim foi...naquele banco de jardim
Que me senti possuída pela tua paixão
Que nos entregámos mais uma vez
Foi breve...mas delicioso...
Acordei...estava sozinha
O outro lado da cama estava frio
Enrolei-me em mim própria
Fechei os olhos e continuei
A vêr-te ali...naquele jardim
Onde à segundos atrás
Nos tínhamos entregado
Beijado, amado...
Abri os olhos e fiquei
Triste...sozinha
Ali estava eu à espera
De um sinal, de algo
Que me ligasse a ti...
A campainha tocou
Levantei-me e vi-te
Sim, eras tu...tinhas voltado
Com o mais belo ramo de flores
Que alguma vez tinha visto
Fizémos amor, ali..
Mesmo na entrada, no chão
De pedra de gelada que aqueceu
De repente...foi bom...
E hoje...espero sonhar outra vez
Com o jardim...contigo..
Quem sabe amanhã...
Estarás à minha porta
Outra vez...

Por vezes dou comigo
A pensar nas coisas
Sem importância
Resultados de acasos
Ou da distância
De alguém que foi
De quem já não está
Dou comigo a pensar
Em quem foi, em quem ficará...
Nas certezas sem significado
Nas incertezas do passado
Do que ficou por dizer
Do que foi dito sem significado
Coisas incertas que pareciam reais
Conversas sem nexo Bastante banais
Dou comigo a pensar
Naquilo que deixei de fazer
Do que fiz sem prazer
Do que desfiz sem perceber
E fico assim... a pensar
No que disse acertado
Do que disse de errado
Do que ouvi sem perceber
E do que falei sem saber...
E vou ficando a pensar
Por vezes horas a fio
Naquilo que não interessa
Do que interessou e não liguei...
E por vezes é dificil
Conseguir perceber
Se no que penso hoje
Voltará a suceder...

quarta-feira, junho 14, 2006


Desculpa se te fiz sofrer
Não tive intenção
Se tudo o que te disse
Não foi de coração
Gostava de poder dizer
Que ainda te amo
Queria poder encontrar
Paz na minha alma
Mas não consigo...
É que hoje eu sei
Que nunca te amei
Que tudo o que vivemos
Foi ilusão... obsessão...
Apenas prazer carnal
Sem outra intenção...
Sei que sofres também
Mas nada posso fazer
É que foram anos de solidão
Nunca tive prazer de viver
Tu nunca percebeste
Que apenas quis ter-te perto
Tu não acreditaste no amor
Que já não o é...
Já foi ... um dia...
Ou nunca terá sido?
Noutros tempos
Teria corrido para ti
Mas foi inútil...
Gastei as solas dos sapatos...em vão...
Agora, apenas peço que esqueças
Que esqueças o passado
Que esqueças quem fomos
Que esqueças quem poderíamos ter sido...
Esquece...que eu também já esqueci..
Ou não?

"Se esquecer fosse fácil
Não existiriasm as lembranças"

sexta-feira, junho 09, 2006




Olá!!!
Agradeço desde já as mensagens que todos vocês têm deixado aqui no meu Pensamentos.
Tenho estado doente, por isso, também não tenho escrito nada. Tenho estado mesmo mal, mas vou ficar bem.

Pois é...fiquei doente logo a sair ao lançamento...(estranho, né?).
Agora, falando do lançamento: Foi muito, muito fixe!!!

Além de termos recitado alguns dos nossos poemas, ainda tivemos oportunidade de conversar com as pessoas que foram aparecendo.

Um experiência, sem dúvida, a repetir ;)

E espero que caso venha a existir uma próxima, possa contar com a presença de alguns de vocês, ok??

Jokinhas

sábado, junho 03, 2006



Meus amigos,

Vou têr de me ausentar para começar a montar a parte de aquários de exposição, bem como de quarentena do Fluviário de Mora http://www.cm-mora.pt/Fluviario/PAGINA_I.HTM. A nossa equipa irá a partir de agora estar sobrecarregada de trabalho. Pois é.
Por isso, é provável que durante uns tempinhos não venham a lêr novos posts meus.
Há que trabalhar, não é? Espero que compreendam isso.
De qualquer maneira, vou tentar ir postando.
Espero que não esqueçam aqui do meu cantinho, pois, eu assim que tenha "um tempinho" irei visitar os vossos, claro!
Agradeço a todos vocês o apoio que me têm dado.

Até Breve !!! ;)

Não se esqueçam: Rir faz bem à saúde!!!!!

Queria poder ter-te
Como um presente inacabado
Entrar na tua mente
E poder ver-te mudado
Poder entranhar-me
Na tua pele macia
Correr nas tuas veias
Extasiar-me de alegria
Queria poder agarrar-te
Com toda a força possivel
Moldar-te à minha maneira
E deixar isso bem visível
Agarrar nos teus lábios
E deixá-los a arder
Poder sentir neles o fogo
Que tanto me daria prazer
No teu sexo amaldiçoado
Dava beijos sem parar
Para depois te deixar louco
Só de nisso pensar
Aproveitava esta prenda inacabada
Para poder fazer
Tudo aquilo que eu achasse
Que me daria mais prazer
E a ti nem ligava
Nem sequer saberia
Se ao modificar-te
Prazer a ti te daria

quinta-feira, junho 01, 2006

Momentos de loucura
Prazer ou sedução
Momentos que passei contigo
Que nunca mais voltarão...

Momentos de ternura
De risos, de amargura
Momentos que passei contigo
Que recordo com ternura...

Momentos de dar e receber
De te sentir...de te dar prazer...
Momentos...idos...
Há muito tempo falidos...

Momentos marcados
Pelo desejo de viver
A tua pressa em tudo
Sem querer saber...

Momentos que não voltam
Absorvidos por outros diferentes
Momentos de nós os dois
Hoje em dia ausentes...

Momentos de rir, chorar
Parecia que não iriam acabar
Momentos que ainda revejo
Cada vez que olho o mar...

Momentos em que passámos
Horas e horas a converar
Momentos que já foram
Não tornarão a voltar...

Momentos que já esqueci
Outros que tento esquecer
Momentos que não apago
Aqueles em tive prazer...

Momentos de prazer
Em que me vi diferente
Momentos tão sós
Apenas mais uma no meio da tanta gente...

Momentos especiais
Pensava eu...
Momentos de verdades
Isso nunca aconteceu...

terça-feira, maio 30, 2006


Sento-me aqui...
Neste degrau de pedra envelhecido pelos tempos...
É áspero, fruto dos anos de vida...
Conhecido por muitos inicios de namoro
Conversas banais, divórcios e muito, muito mais...
Sento-me aqui...Fico a olhar o mar...
A pensar em tudo o que vivi e no que estará para chegar...
Sento-me aqui a pensar...
Se este degrau falasse, muito haveria de contar...
Sento-me aqui...E penso...penso em ti...
Nos momentos vividos...Nos risos marados..
Nas conversas que tivémos...De quando nos separámos...
A brisa é tão leve...Deixo-me ficar...
Olho o horizonte e sorrio para o mar...
Sento-me aqui...Mas começo a ficar triste...
Lembro as nossas conversas...Lembro- me que partiste...
Sento-me aqui...E peço-te desculpa...
Embora em pensamento...
Não quero ficar com nenhuma culpa...
Desculpa...
Não têr feito o que pediste...Ter-te perdido foi cruel...
Não me magoes mais... Ainda te sinto na minha pele
Sento-me aqui...no "nosso" degrau de pedra...
E peço-te mais uma vez em pensamento: Perdão
Por não ter ido nessa viagem...Mas o destino foi mais forte...
Não me queria contigo...
Essas ondas que te levaram...Ainda bailam no mar...
Consigo vêr o teu sorriso...
Quase te consigo beijar...
Venho aqui a este lugar...Sempre que me dá saudade...
Fecho os olhos e imagino...Que não é realidade...
E vou-me deixando ficar...Horas e horas assim...
Vou deitando para o papel
Tudo o que sinto por ti...
Não me esqueças meu amor...
Eu nunca te esquecerei
E quando nessas ondas mergulhar
Sei que te abraçarei...

Apresentação...

Informo todos os que quiserem comparecer no dia 4 de Junho de 2006 pelas 21h30m em Óbidos no bar "O Lagar da Mouraria", terão a oportunidade de adquirir o livro "Flores Negras em Forma de Rosas" acompanhado com uma surpresa, pois será nesse dia, a sua apresentação.
Quem por motivos pessoais ou outros não puder comparecer, informo desde já que poderá adquirir o livro através deste blog ou e-mail, pois, o mesmo já se encontra disponivel para venda.

Obrigado a todos!

quarta-feira, maio 24, 2006


Deixa-me...larga-me
Hoje não quero beijos, não quero carícias
Não quero sexo, não quero nada...
Hoje não me apetece fingir que me apetece
Não quero saber como foi o teu dia,
Não quero saber com com falaste, com quem discutiste
Não quero saber com quem estiveste antes de vires para casa
Não quero saber do chupão que trazes no pescoço...
Não quero saber do cabelo desgredenhado...do batôn no colarinho...
Não quero nada...Quero apenas paz...
Quero apenas sentir que existo, pelo menos para mim...
Chega...chega de mentiras, de sorrisos e risos
De coisas mal ditas, de coisas que ficaram por dizer
De coisas que me fazem sofrer..
Hoje não quero nada...Quero apenas ficar assim
Como estou...na solidão de mim própria...
Na solidão do meu ser...Quero ficar assim..Impenetrável
Larga-me...Não ouves o que te digo?
Tira esse teu braço de cima de mim...Chega-te para lá...
Deixa-me...deixa-me em paz..Já nem te estou a ouvir
Por mais que fales, as palavras tropeçam na minha mente
Não ouço nada..Desliguei o botão de recepção...
Quero ficar assim...Aninhada em mim mesma..
Quero sentir-me viva...pelo menos para mim...
Hoje não me apetece...



Digam-me lá o que é que acham do meu aquário de água salgada...Vá...digam lá..
É que isto de levar o trabalho para casa, tem destas coisas. Começamos por um aquário de 50cm, passamos para um de 60cm, de pois para um de 80cm e por fim...rendemos-nos e temos de montar um de 2,20m. Enfim...é o que acontece quando se gosta daquilo que se faz!!!

terça-feira, maio 23, 2006



Ah... preciso de sentir-te
A entrar em minhas veias
A extasiar-me de loucura
Deixas-me assim...
Onde estás quando preciso
Quero-te mais que à própria vida
Que já não é vida, já não é nada...
Preciso de ti mais do que comida
Mais do que um banho
Mais do que uma carícia
Procuro-te...mas onde estás?
Preciso de ti AGORA
Porra! Não me ouves?
Não vês que estou a sofrer?
Não aguento...estou a morrer
Não posso mais andar
Estou presa ao chão
Onde me contorço com dores
Não vês o que estás a fazer?
Não posso gritar
Estou muda de tanto falar
Não vês como me deixas?
Não posso ouvir
Estou surda de tanto gritar
Não vês? Insensível!
Porra! Isto dói! Dói muito!
Preciso de ti AGORA
Ou então...não venhas
Deixa-me ficar aqui
Como um zombie
Que não merece re-encarnação
Que não merece nada
Nem mesmo um pedaço de pão
Deixa-me...ficar aqui no chão...
Não vou mais esperar
Que me venhas salvar...
Vou-me deixar ficar
Até que a morte me venha buscar
No domingo de manhã, o pessoal lá em casa levantou-se muito cedo. Estavam todos com "fogo no cú" para ir para Monsanto. Claro que , impus logo que passassemos primeiro pelos pastéis de Belém ,pois, tinhamos cá uns amigos de Badajoz que ainda não tinham provado tal maravilha. Claro que às 9 da manhã, os pastéis de Belém já estavam a abarrotar de pessoas, mas lá nos arranjaram umas mesas. Foi um delírio, todos adoraram e eu, claro está, não me roguei a comer dois pastelitos. Saímos dos pastéis rumo a Monsanto. Pelo caminho ainda encontrámos uma vaca verde. É verdade...verde!
Mas vacas à parte, lá seguimos para o tão esperado desafio Skip! E não é que foi mesmo um desafio? Tínhamos de completar uma série de dasafios, para no fim ser-nos entregue um prémio. Disse logo: venho aqui para me divertir, não para ganhar alguma coisa. Se não fizermos os desafios todos, não fazemos. O importante é aproveitar o tempo que vamos aqui estar. O meu filho mais velho não ficou muito contente com o não ganhar o prémio, mas ao fim de quase 2 horas em filas de espera, e tendo feito apenas 2 desafios, já dizia: mãe vamos embora! E assim foi. Ao fim de umas horitas, fomo às bifanas. Quando já estávamos a preparar-nos para vir para o carro, o meu filhote pequenino quis fazer cócó. Pois...e wc's? O meu marido agarrou no miúdo e foram à procura de wc. Encontrou-o ao fim de uns 15 minutos a andar a pé. O miúdo já estava super aflito. Aguenta mais um bocadinho, dizia o pai.
Já o pai super cansado e o miudo também, encontram 3 wc's. Ufa! Aleluia! Pois...os wc's não estavam em funcionamento. Estavam em manutenção. O meu marido, lá foi ter com o pessoal do Skip e perguntou se havia mais wc's, ao qual responderam que não. Ele explicou a situação e uma senhora que estava a ouvir a conversa, deu-lhes papel e lá foram os dois para a mata.
Pois é...o meu filhote teve de ir fazer o cócó à mata!

Como é que é possivel, que num evento deste tamanho, com centenas e centenas de pessoas, incluindo milhares de crianças, não tenha mais wc's em funcionamento, e tenha apenas 3 wc's para tantas pessoas. É uma autênctica vergonha!!!
Desafio ??? Mas que desafio!!!

sexta-feira, maio 19, 2006

Fim de semana

Este post é só para relembrar os papás e mamãs que este fim de semana há actividades para as crianças no parque de Monsanto! Para as crianças e para os papás. Se for como o ano passado vai ser muuuuuuuuito divertido, acreditem!
Não se esqueçam de agarrar nos filhotes e ir, ok?
Eu vou!

quinta-feira, maio 18, 2006


E foi nessa tarde de chuva, que ela se deu conta de que não valeria de nada lutar.
Foi até à janela da sala, desviou os cortinados e olhou o céu. Estava cinzento, com aspecto de que iria trovejar imenso durante a noite. Alguns pingos de chuva caíam e batiam no parapeito da janela. Sorriu e uma lágrima correu.
Ligou a televisão, deitou-se no sofá e pôs pelas pernas uma colcha que tinha feito há 30 anos.
Na televisão estava a dar um programa do género ponto de encontro. Emocionou-se muito e chorou, chorou muito.
Sentia-se cansada de lutar...
Levantou-se, foi até à cozinha e pôs a chaleira ao lume. Tirou do armário uma caneca que dizia "Love You Mummy" e lembrou-se do dia em que a filha lha ofereceu junto com um postal do Dia da Mãe. Foi há tantos anos...recordou...
A chaleira começou a apitar, e ela desligou o gás, pôs açucar na caneca, um pacote de chá de camomila e despejou a água a ferver. Sentiu o cheiro do chá...Há tantos anos que tomava o mesmo chá e não se lembrava do cheirinho delicioso que dele emanava.
Pegou num pacote de bolachas e dirigiu-se para a sala. O programa que tinha estado a vêr momentos antes, tinha acabado. Mudou de canal uma, duas, três vezes e nada do que estava a dar lhe despertava interesse. Pegou numa cassete de vídeo que tinha sempre na mesa da sala, e pô-la no vídeo. Por momentos chegou a pensar em não vêr, mas decidiu que tinha de vêr o filme.
Era um video caseiro já com alguns anos. O vídeo mostrava imagens da familia reunida. Nessa altura a filha ainda estava viva. Chorou, chorou muito e desejou poder morrer naquele instante...
Ficou horas a vêr o filme e sempre que a imagem da filha aparecia, punha em pausa e chorava..chorava muito...
Queria ter forças para fazer justiça pelas próprias mãos. Era tão linda, tão novinha...dizia para consigo. Mas agora...continuou a dizer...já tinham passados tantos anos, ela estava velha e cansada...não poderia fazer nada.
Relembrou os meses anteriores à morte da filha com muita angústia. Relembrou o namoro dela com o rapaz da rua em frente e de como eles eram felizes. Mas...nem sempre as coisas são como planeamos...disse em voz alta.
Relembrou o dia em que chegou a casa e encontrou a filha banhada em sangue. Relembrou o telefonema para a policia, e o ter tentado estancar o sangue com um pano. Tudo em vão...disse num tom de revolta.
O culpado nunca chegou a ser preso. Por falta de provas! Disse com revolta. Provas? Mais provas do que as cartas ameaçadoras que ele lhe escrevia? Malvado! Assassino!
Desligou o vídeo. Estava cansada de tanta mágoa, de tanta raiva! Queria morrer ali, já!
Acabou de beber o chá, pousou a caneca no chão e deixou-se ficar deitada a ouvir a chuva que agora batia com bastante força nos vidros das janelas. Fechou os olhos e na boca conseguia ver-se um sorriso amarelo.
No dia seguinte, quando o filho chegou a casa depois de 12horas de banco no hospital, viu a mãe deitada. Aconchegou-lhe a manta e deu-lhe um beijo. Notou que a mãe estava gelada. Pensou o pior. E era mesmo o pior que tinha acontecido...A mãe estava morta.
Na mão esquerda tinha uma folha de papel amarrotada, que ele conseguiu tirar a muito custo. Abriu a folha e leu: Se estás a lêr estas linhas é porque estou morta. Mas não fiques triste, é sinal de que a tua irmã, a minha adorada filha, me veio buscar. Não chores. Estou feliz e quero que te sintas feliz por mim. Cheguei ao céu. Desta mãe que te ama muito: Céu.
Como sabem, dia 1 de Junho é dia da criança, e como tal, na escolinha de ATL dos meus filhotes, esse dia é dedicado a eles: Os pais (alguns, né?) juntam-se aos educadores e fazemos peças de teatro, cantamos, fazemos palhaçadas e as crianças deliram!
O ano passado foi muito engraçado, pois, fizemos a história da carochinha, em que me calhou o papel de...adivinhem...árvore falante! É verdade...foi uma história da carochinha com uma árvora falante e um palhaço trapalhão (o meu marido).
Depois, demos um concerto, e fizemos imensas coisas...As crianças deliraram!
Ora, este ano, lembraram-se de fazer uma peça de teatro, baseada no menino Tonecas. Pois! Esse mesmo! E adivinhem a quem calhou escrever a peça? A moi! Pois! É que desde que descobriram que escrevo poemas, acharam que era boa ideia aqui a Je escrever também a peça!
Bem...quarta feira à noite começam os ensaios, e até lá vou ter de "inventar" muitas falas, por isso, não me vou prolongar mais.
Depois de certeza que postarei aqui umas fotos das "peças". Sim, peças porque também vamos fazer uma passada na quinta do Ti Manel, em que "quase" de certeza irei fazer de ovelha ou outro animal quadrúpede.... ;)