sábado, junho 03, 2006
Meus amigos,
Vou têr de me ausentar para começar a montar a parte de aquários de exposição, bem como de quarentena do Fluviário de Mora http://www.cm-mora.pt/Fluviario/PAGINA_I.HTM. A nossa equipa irá a partir de agora estar sobrecarregada de trabalho. Pois é.
Por isso, é provável que durante uns tempinhos não venham a lêr novos posts meus.
Há que trabalhar, não é? Espero que compreendam isso.
De qualquer maneira, vou tentar ir postando.
Espero que não esqueçam aqui do meu cantinho, pois, eu assim que tenha "um tempinho" irei visitar os vossos, claro!
Agradeço a todos vocês o apoio que me têm dado.
Até Breve !!! ;)
Queria poder ter-te
Como um presente inacabado
Entrar na tua mente
E poder ver-te mudado
Poder entranhar-me
Na tua pele macia
Correr nas tuas veias
Extasiar-me de alegria
Queria poder agarrar-te
Com toda a força possivel
Moldar-te à minha maneira
E deixar isso bem visível
Agarrar nos teus lábios
E deixá-los a arder
Poder sentir neles o fogo
Que tanto me daria prazer
No teu sexo amaldiçoado
Dava beijos sem parar
Para depois te deixar louco
Só de nisso pensar
Aproveitava esta prenda inacabada
Para poder fazer
Tudo aquilo que eu achasse
Que me daria mais prazer
E a ti nem ligava
Nem sequer saberia
Se ao modificar-te
Prazer a ti te daria
Como um presente inacabado
Entrar na tua mente
E poder ver-te mudado
Poder entranhar-me

Na tua pele macia
Correr nas tuas veias
Extasiar-me de alegria
Queria poder agarrar-te
Com toda a força possivel
Moldar-te à minha maneira
E deixar isso bem visível
Agarrar nos teus lábios
E deixá-los a arder
Poder sentir neles o fogo
Que tanto me daria prazer
No teu sexo amaldiçoado
Dava beijos sem parar
Para depois te deixar louco
Só de nisso pensar
Aproveitava esta prenda inacabada
Para poder fazer
Tudo aquilo que eu achasse
Que me daria mais prazer
E a ti nem ligava
Nem sequer saberia
Se ao modificar-te
Prazer a ti te daria
quinta-feira, junho 01, 2006
Momentos de loucura
Prazer ou sedução
Momentos que passei contigo
Que nunca mais voltarão...
Momentos de ternura
De risos, de amargura
Momentos que passei contigo
Que recordo com ternura...
Momentos de dar e receber
De te sentir...de te dar prazer...
Momentos...idos...
Há muito tempo falidos...
Momentos marcados
Pelo desejo de viver
A tua pressa em tudo
Sem querer saber...
Momentos que não voltam
Absorvidos por outros diferentes
Momentos de nós os dois
Hoje em dia ausentes...
Momentos de rir, chorar
Parecia que não iriam acabar
Momentos que ainda revejo
Cada vez que olho o mar...
Momentos em que passámos
Horas e horas a converar
Momentos que já foram
Não tornarão a voltar...
Momentos que já esqueci
Outros que tento esquecer
Momentos que não apago
Aqueles em tive prazer...
Momentos de prazer
Em que me vi diferente
Momentos tão sós
Apenas mais uma no meio da tanta gente...
Momentos especiais
Pensava eu...
Momentos de verdades
Isso nunca aconteceu...
Prazer ou sedução
Momentos que passei contigo
Que nunca mais voltarão...
Momentos de ternura
De risos, de amargura
Momentos que passei contigo
Que recordo com ternura...
Momentos de dar e receber

De te sentir...de te dar prazer...
Momentos...idos...
Há muito tempo falidos...
Momentos marcados
Pelo desejo de viver
A tua pressa em tudo
Sem querer saber...
Momentos que não voltam
Absorvidos por outros diferentes
Momentos de nós os dois
Hoje em dia ausentes...
Momentos de rir, chorar
Parecia que não iriam acabar
Momentos que ainda revejo
Cada vez que olho o mar...
Momentos em que passámos
Horas e horas a converar
Momentos que já foram
Não tornarão a voltar...
Momentos que já esqueci
Outros que tento esquecer
Momentos que não apago
Aqueles em tive prazer...
Momentos de prazer
Em que me vi diferente
Momentos tão sós
Apenas mais uma no meio da tanta gente...
Momentos especiais
Pensava eu...
Momentos de verdades
Isso nunca aconteceu...
terça-feira, maio 30, 2006

Sento-me aqui...
Neste degrau de pedra envelhecido pelos tempos...
É áspero, fruto dos anos de vida...
Conhecido por muitos inicios de namoro
Conversas banais, divórcios e muito, muito mais...
Sento-me aqui...Fico a olhar o mar...
A pensar em tudo o que vivi e no que estará para chegar...
Sento-me aqui a pensar...
Se este degrau falasse, muito haveria de contar...
Sento-me aqui...E penso...penso em ti...
Nos momentos vividos...Nos risos marados..
Nas conversas que tivémos...De quando nos separámos...
A brisa é tão leve...Deixo-me ficar...
Olho o horizonte e sorrio para o mar...
Sento-me aqui...Mas começo a ficar triste...
Lembro as nossas conversas...Lembro- me que partiste...
Sento-me aqui...E peço-te desculpa...
Embora em pensamento...
Não quero ficar com nenhuma culpa...
Desculpa...
Não têr feito o que pediste...Ter-te perdido foi cruel...
Não me magoes mais... Ainda te sinto na minha pele
Sento-me aqui...no "nosso" degrau de pedra...
E peço-te mais uma vez em pensamento: Perdão
Por não ter ido nessa viagem...Mas o destino foi mais forte...
Não me queria contigo...
Essas ondas que te levaram...Ainda bailam no mar...
Consigo vêr o teu sorriso...
Quase te consigo beijar...
Venho aqui a este lugar...Sempre que me dá saudade...
Fecho os olhos e imagino...Que não é realidade...
E vou-me deixando ficar...Horas e horas assim...
Vou deitando para o papel
Tudo o que sinto por ti...
Não me esqueças meu amor...
Eu nunca te esquecerei
E quando nessas ondas mergulhar
Sei que te abraçarei...
Apresentação...
Informo todos os que quiserem comparecer no dia 4 de Junho de 2006 pelas 21h30m em Óbidos no bar "O Lagar da Mouraria", terão a oportunidade de adquirir o livro "Flores Negras em Forma de Rosas" acompanhado com uma surpresa, pois será nesse dia, a sua apresentação.
Quem por motivos pessoais ou outros não puder comparecer, informo desde já que poderá adquirir o livro através deste blog ou e-mail, pois, o mesmo já se encontra disponivel para venda.
Obrigado a todos!
Quem por motivos pessoais ou outros não puder comparecer, informo desde já que poderá adquirir o livro através deste blog ou e-mail, pois, o mesmo já se encontra disponivel para venda.
Obrigado a todos!
quarta-feira, maio 24, 2006

Deixa-me...larga-me
Hoje não quero beijos, não quero carícias
Não quero sexo, não quero nada...
Hoje não me apetece fingir que me apetece
Não quero saber como foi o teu dia,
Não quero saber com com falaste, com quem discutiste
Não quero saber com quem estiveste antes de vires para casa
Não quero saber do chupão que trazes no pescoço...
Não quero saber do cabelo desgredenhado...do batôn no colarinho...
Não quero nada...Quero apenas paz...
Quero apenas sentir que existo, pelo menos para mim...
Chega...chega de mentiras, de sorrisos e risos
De coisas mal ditas, de coisas que ficaram por dizer
De coisas que me fazem sofrer..
Hoje não quero nada...Quero apenas ficar assim
Como estou...na solidão de mim própria...
Na solidão do meu ser...Quero ficar assim..Impenetrável
Larga-me...Não ouves o que te digo?
Tira esse teu braço de cima de mim...Chega-te para lá...
Deixa-me...deixa-me em paz..Já nem te estou a ouvir
Por mais que fales, as palavras tropeçam na minha mente
Não ouço nada..Desliguei o botão de recepção...
Quero ficar assim...Aninhada em mim mesma..
Quero sentir-me viva...pelo menos para mim...
Hoje não me apetece...


Digam-me lá o que é que acham do meu aquário de água salgada...Vá...digam lá..
É que isto de levar o trabalho para casa, tem destas coisas. Começamos por um aquário de 50cm, passamos para um de 60cm, de pois para um de 80cm e por fim...rendemos-nos e temos de montar um de 2,20m. Enfim...é o que acontece quando se gosta daquilo que se faz!!!
terça-feira, maio 23, 2006

Ah... preciso de sentir-te
A entrar em minhas veias
A extasiar-me de loucura
Deixas-me assim...
Onde estás quando preciso
Quero-te mais que à própria vida
Que já não é vida, já não é nada...
Preciso de ti mais do que comida
Mais do que um banho
Mais do que uma carícia
Procuro-te...mas onde estás?
Preciso de ti AGORA
Porra! Não me ouves?
Não vês que estou a sofrer?
Não aguento...estou a morrer
Não posso mais andar
Estou presa ao chão
Onde me contorço com dores
Não vês o que estás a fazer?
Não posso gritar
Estou muda de tanto falar
Não vês como me deixas?
Não posso ouvir
Estou surda de tanto gritar
Não vês? Insensível!
Porra! Isto dói! Dói muito!
Preciso de ti AGORA
Ou então...não venhas
Deixa-me ficar aqui
Como um zombie
Que não merece re-encarnação
Que não merece nada
Nem mesmo um pedaço de pão
Deixa-me...ficar aqui no chão...
Não vou mais esperar
Que me venhas salvar...
Vou-me deixar ficar
Até que a morte me venha buscar
No domingo de manhã, o pessoal lá em casa levantou-se muito cedo. Estavam todos com "fogo no cú" para ir para Monsanto. Claro que , impus logo que passassemos primeiro pelos pastéis de Belém ,pois, tinhamos cá uns amigos de Badajoz que ainda não tinham provado tal maravilha. Claro que às 9 da manhã, os pastéis de Belém já estavam a abarrotar de pessoas, mas lá nos arranjaram umas mesas. Foi um delírio, todos adoraram e eu, claro está, não me roguei a comer dois pastelitos. Saímos dos pastéis rumo a Monsanto. Pelo caminho ainda encontrámos uma vaca verde. É verdade...verde! 
Mas vacas à parte, lá seguimos para o tão esperado desafio Skip! E não é que foi mesmo um desafio? Tínhamos de completar uma série de dasafios, para no fim ser-nos entregue um prémio. Disse logo: venho aqui para me divertir, não para ganhar alguma coisa. Se não fizermos os desafios todos, não fazemos. O importante é aproveitar o tempo que vamos aqui estar. O meu filho mais velho não ficou muito contente com o não ganhar o prémio, mas ao fim de quase 2 horas em filas de espera, e tendo feito apenas 2 desafios, já dizia: mãe vamos embora! E assim foi. Ao fim de umas horitas, fomo às bifanas. Quando já estávamos a preparar-nos para vir para o carro, o meu filhote pequenino quis fazer cócó. Pois...e wc's? O meu marido agarrou no miúdo e foram à procura de wc. Encontrou-o ao fim de uns 15 minutos a andar a pé. O miúdo já estava super aflito. Aguenta mais um bocadinho, dizia o pai.
Já o pai super cansado e o miudo também, encontram 3 wc's. Ufa! Aleluia! Pois...os wc's não estavam em funcionamento. Estavam em manutenção. O meu marido, lá foi ter com o pessoal do Skip e perguntou se havia mais wc's, ao qual responderam que não. Ele explicou a situação e uma senhora que estava a ouvir a conversa, deu-lhes papel e lá foram os dois para a mata.
Pois é...o meu filhote teve de ir fazer o cócó à mata!


Como é que é possivel, que num evento deste tamanho, com centenas e centenas de pessoas, incluindo milhares de crianças, não tenha mais wc's em funcionamento, e tenha apenas 3 wc's para tantas pessoas. É uma autênctica vergonha!!!
Desafio ??? Mas que desafio!!!

Mas vacas à parte, lá seguimos para o tão esperado desafio Skip! E não é que foi mesmo um desafio? Tínhamos de completar uma série de dasafios, para no fim ser-nos entregue um prémio. Disse logo: venho aqui para me divertir, não para ganhar alguma coisa. Se não fizermos os desafios todos, não fazemos. O importante é aproveitar o tempo que vamos aqui estar. O meu filho mais velho não ficou muito contente com o não ganhar o prémio, mas ao fim de quase 2 horas em filas de espera, e tendo feito apenas 2 desafios, já dizia: mãe vamos embora! E assim foi. Ao fim de umas horitas, fomo às bifanas. Quando já estávamos a preparar-nos para vir para o carro, o meu filhote pequenino quis fazer cócó. Pois...e wc's? O meu marido agarrou no miúdo e foram à procura de wc. Encontrou-o ao fim de uns 15 minutos a andar a pé. O miúdo já estava super aflito. Aguenta mais um bocadinho, dizia o pai.
Já o pai super cansado e o miudo também, encontram 3 wc's. Ufa! Aleluia! Pois...os wc's não estavam em funcionamento. Estavam em manutenção. O meu marido, lá foi ter com o pessoal do Skip e perguntou se havia mais wc's, ao qual responderam que não. Ele explicou a situação e uma senhora que estava a ouvir a conversa, deu-lhes papel e lá foram os dois para a mata.
Pois é...o meu filhote teve de ir fazer o cócó à mata!


Como é que é possivel, que num evento deste tamanho, com centenas e centenas de pessoas, incluindo milhares de crianças, não tenha mais wc's em funcionamento, e tenha apenas 3 wc's para tantas pessoas. É uma autênctica vergonha!!!
Desafio ??? Mas que desafio!!!
sexta-feira, maio 19, 2006
Fim de semana
Este post é só para relembrar os papás e mamãs que este fim de semana há actividades para as crianças no parque de Monsanto! Para as crianças e para os papás. Se for como o ano passado vai ser muuuuuuuuito divertido, acreditem!
Não se esqueçam de agarrar nos filhotes e ir, ok?
Eu vou!
Não se esqueçam de agarrar nos filhotes e ir, ok?
Eu vou!
quinta-feira, maio 18, 2006

E foi nessa tarde de chuva, que ela se deu conta de que não valeria de nada lutar.
Foi até à janela da sala, desviou os cortinados e olhou o céu. Estava cinzento, com aspecto de que iria trovejar imenso durante a noite. Alguns pingos de chuva caíam e batiam no parapeito da janela. Sorriu e uma lágrima correu.
Ligou a televisão, deitou-se no sofá e pôs pelas pernas uma colcha que tinha feito há 30 anos.
Na televisão estava a dar um programa do género ponto de encontro. Emocionou-se muito e chorou, chorou muito.
Sentia-se cansada de lutar...
Levantou-se, foi até à cozinha e pôs a chaleira ao lume. Tirou do armário uma caneca que dizia "Love You Mummy" e lembrou-se do dia em que a filha lha ofereceu junto com um postal do Dia da Mãe. Foi há tantos anos...recordou...
A chaleira começou a apitar, e ela desligou o gás, pôs açucar na caneca, um pacote de chá de camomila e despejou a água a ferver. Sentiu o cheiro do chá...Há tantos anos que tomava o mesmo chá e não se lembrava do cheirinho delicioso que dele emanava.
Pegou num pacote de bolachas e dirigiu-se para a sala. O programa que tinha estado a vêr momentos antes, tinha acabado. Mudou de canal uma, duas, três vezes e nada do que estava a dar lhe despertava interesse. Pegou numa cassete de vídeo que tinha sempre na mesa da sala, e pô-la no vídeo. Por momentos chegou a pensar em não vêr, mas decidiu que tinha de vêr o filme.
Era um video caseiro já com alguns anos. O vídeo mostrava imagens da familia reunida. Nessa altura a filha ainda estava viva. Chorou, chorou muito e desejou poder morrer naquele instante...
Ficou horas a vêr o filme e sempre que a imagem da filha aparecia, punha em pausa e chorava..chorava muito...
Queria ter forças para fazer justiça pelas próprias mãos. Era tão linda, tão novinha...dizia para consigo. Mas agora...continuou a dizer...já tinham passados tantos anos, ela estava velha e cansada...não poderia fazer nada.
Relembrou os meses anteriores à morte da filha com muita angústia. Relembrou o namoro dela com o rapaz da rua em frente e de como eles eram felizes. Mas...nem sempre as coisas são como planeamos...disse em voz alta.
Relembrou o dia em que chegou a casa e encontrou a filha banhada em sangue. Relembrou o telefonema para a policia, e o ter tentado estancar o sangue com um pano. Tudo em vão...disse num tom de revolta.
O culpado nunca chegou a ser preso. Por falta de provas! Disse com revolta. Provas? Mais provas do que as cartas ameaçadoras que ele lhe escrevia? Malvado! Assassino!
Desligou o vídeo. Estava cansada de tanta mágoa, de tanta raiva! Queria morrer ali, já!
Acabou de beber o chá, pousou a caneca no chão e deixou-se ficar deitada a ouvir a chuva que agora batia com bastante força nos vidros das janelas. Fechou os olhos e na boca conseguia ver-se um sorriso amarelo.
No dia seguinte, quando o filho chegou a casa depois de 12horas de banco no hospital, viu a mãe deitada. Aconchegou-lhe a manta e deu-lhe um beijo. Notou que a mãe estava gelada. Pensou o pior. E era mesmo o pior que tinha acontecido...A mãe estava morta.
Na mão esquerda tinha uma folha de papel amarrotada, que ele conseguiu tirar a muito custo. Abriu a folha e leu: Se estás a lêr estas linhas é porque estou morta. Mas não fiques triste, é sinal de que a tua irmã, a minha adorada filha, me veio buscar. Não chores. Estou feliz e quero que te sintas feliz por mim. Cheguei ao céu. Desta mãe que te ama muito: Céu.
Como sabem, dia 1 de Junho é dia da criança, e como tal, na escolinha de ATL dos meus filhotes, esse dia é dedicado a eles: Os pais (alguns, né?) juntam-se aos educadores e fazemos peças de teatro, cantamos, fazemos palhaçadas e as crianças deliram!
O ano passado foi muito engraçado, pois, fizemos a história da carochinha, em que me calhou o papel de...adivinhem...árvore falante! É verdade...foi uma história da carochinha com uma árvora falante e um palhaço trapalhão (o meu marido).
Depois, demos um concerto, e fizemos imensas coisas...As crianças deliraram!
Ora, este ano, lembraram-se de fazer uma peça de teatro, baseada no menino Tonecas. Pois! Esse mesmo! E adivinhem a quem calhou escrever a peça? A moi! Pois! É que desde que descobriram que escrevo poemas, acharam que era boa ideia aqui a Je escrever também a peça!
Bem...quarta feira à noite começam os ensaios, e até lá vou ter de "inventar" muitas falas, por isso, não me vou prolongar mais.
Depois de certeza que postarei aqui umas fotos das "peças". Sim, peças porque também vamos fazer uma passada na quinta do Ti Manel, em que "quase" de certeza irei fazer de ovelha ou outro animal quadrúpede.... ;)
O ano passado foi muito engraçado, pois, fizemos a história da carochinha, em que me calhou o papel de...adivinhem...árvore falante! É verdade...foi uma história da carochinha com uma árvora falante e um palhaço trapalhão (o meu marido).
Depois, demos um concerto, e fizemos imensas coisas...As crianças deliraram!
Ora, este ano, lembraram-se de fazer uma peça de teatro, baseada no menino Tonecas. Pois! Esse mesmo! E adivinhem a quem calhou escrever a peça? A moi! Pois! É que desde que descobriram que escrevo poemas, acharam que era boa ideia aqui a Je escrever também a peça!
Bem...quarta feira à noite começam os ensaios, e até lá vou ter de "inventar" muitas falas, por isso, não me vou prolongar mais.
Depois de certeza que postarei aqui umas fotos das "peças". Sim, peças porque também vamos fazer uma passada na quinta do Ti Manel, em que "quase" de certeza irei fazer de ovelha ou outro animal quadrúpede.... ;)
terça-feira, maio 16, 2006

Hoje gostava de poder dar-te a mão e partirmos...Para onde? Não sei...
Não importava para onde, apenas que fosse para fugir desta rotina, que não é citadina, mas acaba por ser...Fugir do frenesim, da confusão, das caras desmacaradas, dos rostos sem feição...
Fugir dos olhares fingidos, dos corpos contorcidos, engravatados ou não...
Fugir dos sorrisos rasgados enganadores aguçados que pairam na confusão...
Poder beber água de uma fonte cristalina, dar um mergulho numa cachoeira, sem roupa, ou com roupa, isso não era importante...Comer fruta acabada de apanhar, beber de ti a e relaxar...
Fugir do calor castrador que me corta os movimentos, da chuva molha parvos, que molha tanta gente...Fugir...da realidade, da verdade, matar saudade...de ser diferente no meio de tanta gente... Querer estar presente com a alma ausente...
Hoje gostava de ficar assim contigo...sem passado, sem presente...só o agora...
Era tão bom...Gostava de agarrar em ti, pôr-te no carro, rosto tapado...e partir sem destino destinado...sem hora marcada para chegar ou partir...Poder não pensar em nada, só dar risada, só ser feliz...Poder esquecer que tudo o resto existe...e que podemos ser felizes se por vezes nos deixarmos fugir...do tudo e do nada...
Simplesmente ....Fugir!
Pedido
sábado, maio 13, 2006
Anda, entra
Neste carrocel
Sente o cheiro
Cavalinho de papel
Anda sentir
O coração pular
Este carrocel
Não vai parar
Olha o céu
Está a girar
Não olhes pró chão
Deixa-te levar
Mete a cabeça pra trás
Deixa o cabelo voar
Este carrocel
Faz-te vibrar
Olha as coisas
As casas, as flores
Tudo anda à roda
Perfeitos amores
E neste momento
Solta alegria
Ri sem parar
Goza este dia
Ainda tens idade
Para curtir isto
Aproveita o momento
É o que vais levar disto
Vais vêr que um dia
Te irás lembrar
Das voltas e voltas
Que demos sem parar
E ao olhares para trás
Vais ficar contente
Por andares aqui
Como toda a gente
E é mesmo assim
Toda esta vida
Carrocel à roda
De chegada e partida
Neste carrocel
Sente o cheiro
Cavalinho de papel
Anda sentir
O coração pular

Este carrocel
Não vai parar
Olha o céu
Está a girar
Não olhes pró chão
Deixa-te levar
Mete a cabeça pra trás
Deixa o cabelo voar
Este carrocel
Faz-te vibrar
Olha as coisas
As casas, as flores
Tudo anda à roda
Perfeitos amores
E neste momento
Solta alegria
Ri sem parar
Goza este dia
Ainda tens idade
Para curtir isto
Aproveita o momento
É o que vais levar disto
Vais vêr que um dia
Te irás lembrar
Das voltas e voltas
Que demos sem parar
E ao olhares para trás
Vais ficar contente
Por andares aqui
Como toda a gente
E é mesmo assim
Toda esta vida
Carrocel à roda
De chegada e partida
sexta-feira, maio 12, 2006

O meu filho mais novo é demais! Temos andado a ensinar-lhe algumas palavras em inglês e no
outro dia perguntou-me:
-Mãe o que é uma bufa?
Eu, cheia de vontade de rir, lá lhe expliquei que uma bufa é a mesma coisa que um peidinho mas sem fazer barulho. Ao que ele respondeu com a seguinte pergunta:
- E isso é em inglês ou português?
Desmanchei-me a rir!!!
Queria...
Queria poder desfrutar
Deste momento para sempre
Poder estar assim
Sem ter de estar presente...
Queria poder ficar
Deitada aqui no chão
Não ter de dizer nada
Deixar de dizer não...
Queria poder sentir
A brisa quente do ar
A onda do mar que embala
Não ter de naufragar...

Queria poder dizer
Tanta coisa pensada
Coisas não ditas um dia
Que agora não valem nada...
Queria poder lutar
Com as mãos já cansadas
Poder fazer justiça
Pelas crianças maltratadas
Queria poder mandar
Poder ter opinião
Deixar de ver pelas ruas
Pessoas a dormir no chão
Queria poder voar
E levar gente comigo
Poder chorar à vontade
E ter sempre um ombro amigo
Queria poder saber
Que a fome acabou
Que não há guerra no Mundo
Que o Amor ganhou...
Queria poder tanta coisa
Mas não me deixam falar
Vou apenas sonhando
Até o meu dia chegar
E enquanto ele não chega
Enquanto por aqui andar
Vou a todos dando
O Amor que tenho pra dar!
Deste momento para sempre
Poder estar assim
Sem ter de estar presente...
Queria poder ficar
Deitada aqui no chão
Não ter de dizer nada
Deixar de dizer não...
Queria poder sentir
A brisa quente do ar
A onda do mar que embala
Não ter de naufragar...

Queria poder dizer
Tanta coisa pensada
Coisas não ditas um dia
Que agora não valem nada...
Queria poder lutar
Com as mãos já cansadas
Poder fazer justiça
Pelas crianças maltratadas
Queria poder mandar
Poder ter opinião
Deixar de ver pelas ruas
Pessoas a dormir no chão
Queria poder voar
E levar gente comigo
Poder chorar à vontade
E ter sempre um ombro amigo
Queria poder saber
Que a fome acabou
Que não há guerra no Mundo
Que o Amor ganhou...
Queria poder tanta coisa
Mas não me deixam falar
Vou apenas sonhando
Até o meu dia chegar
E enquanto ele não chega
Enquanto por aqui andar
Vou a todos dando
O Amor que tenho pra dar!
quarta-feira, maio 10, 2006

Sou um anjo caído...Destituído de vida
Nada espero agora
Sou uma ave caída...Queria poder voar...Conhecer outras paragens...
Mas sem a mente activa...Tenho apenas visagens...
Sou um anjo caído...Destituído de amor...
Não consigo sarar a ferida...Não vivo do esplendor...
Sou um anjo caído...Destituído de sorte...
Não sou nada do que fui...Já só me resta a morte...
Sou um anjo caído...Que não se irá levantar...
Fico aqui sozinho...Não conseguirei mais amar...
Sou um anjo caído...Sem ninguém a quem falar...
Deixo-me ficar tombado...Tenho medo de voar...
Sou um anjo caído...Com muitos medos na alma
Vou-me deixando ficar... Para vêr se o mar me acalma
E é neste lugar, nesta praia, imensidão
Que me vou deixar ficar até sarar o coração...
E talvez ... um dia consiga...
Bater asas para sempre...
Ser feliz e encontrar...
Paz para a minha mente...

Anda, vem...Não precisas de me procurar mais...Estou aqui..
Anda, estou à espera que leves o que resta de mim...
Anda, então? Não estás preparado?
Anda, estou à espera...Não fiques parado...
Anda, já não tenho nada de mim
Anda, sabes que só te tenho a ti...
Anda, acaba com esta tortura...
Anda, tira-me a amargura...
Anda, mas vem com calma... Não corras...
Anda, já só me resta a alma...
Anda, estou à tua espera...
Anda, corta as amarras que me prendem à vida...
Anda, já tens tudo...nada me resta agora...
Anda, tira a minha alma para fora...
E quando a tiveres, a puderes agarrar...
Vou fechar os olhos e descansar...
Deixa o meu corpo cair...
Deixa-o assim ficar...
Aqui não faço mais nada...
Mais não te posso dar...
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