Sem sentido algum
Saem da minha mente
Para lado nenhum
Tento agarrá-las
Para perceber
O que todas juntas
Querem dizer
Mas elas escorregam
Não as consigo agarrar
Partem sem sentido
Para nenhum lugar
Tento encontrá-las

Vêr onde estão escondidas
Mas não se deixam vêr
E andam meio perdidas
Da minha mente
Saem em turbilhão
Já à porta de saída
Caem feridas no chão
E vão-se dissolvendo
Salada russa, confusão
Que palavras estranhas
Que trago no coração
E vou ficando a matutar
O que quereriam dizer
Palavras tão estranhas
Que consegui conceber
E deixo-as sair da mente
Não lhes fecho a saída
Deixo-as partir
Sem chegarem à partida